Venezuela pretende adotar criptomoeda para contornar sanções internacionais

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesse domingo (3 de dezembro) que pretende lançar uma criptomoeda para contornar as sanções impostas pelos Estados Unidos e seus aliados.

A crise que vive hoje a venezuelana começou junto com a queda do preço do barril de petróleo. A receita do estado provém quase exclusivamente da exportação desse produto e de seus derivados. Não demorou para que a crise econômica gerasse seus efeitos políticos e aumentasse a pressão sob o presidente.

O agravamento da crise política levou a alta corte do país a dissolver o parlamento ao mesmo tempo que adversários políticos do governo sofriam perseguições.

Essas decisões não foram bem vistas pela comunidade internacional e foi quando começaram as sanções impostam ao governo venezuelano e a altos funcionários do estado. Estados Unidos, Canadá e até países (aliados) do Mercosul decidiram fechar o cerco ao presidente, que resiste no cargo.

Maduro anuncia o El Petro

Com a intenção de contornar tais sanções, Nicolás Maduro anunciou que pretende lançar uma criptomoeda lastreada nas riquezas minerais do país. Sem data de lançamento e com o nome de “El Petro”, o Bitcoin venezuelano ainda não tem data de lançamento. Confira o vídeo do pronunciamento.

O Bitcoin é utilizado por alguns venezuelanos para contornar os problemas econômicos e a alta infração do país, que já passa dos 800% em 10 meses.

Vale informar que a criptomoeda venezuelana, se vingar, será bem diferente do Bitcoin. Já que será emitida por um governo e atrelada a bens materiais, como o petróleo, gás, ouro e diamante. O Bitcoin é gerado num processo chamado de mineração e não é atrelada a nenhum governo ou bem físico.

A ideia de lançar uma criptomoeda, nas palavras do próprio Maduro, partiu de Hugbel Roa (novo Mistro da Educação, Ciência e tecnologia) e ele ele será o responsável por implementar a nova moeda. “O século 21 chegou!”, disse o presidente durante o anúncio.