NSA trabalha no computador quântico para quebrar qualquer criptografia

Foi divulgado pelo jornal The Washington Post documentos que revelam que a Agencia de Segurança Nacional Americana (NSA) vem trabalhando num computador quântico para quebrar criptografias. O computador quântico é almejado por cientistas há muitos anos, e se caso fosse criado um computador que seguisse esses princípios, seria possível utilizá-lo para realizar cálculos matemáticos de forma muito mais rápida. Em termos de criptografia, isso quer dizer quebrar chaves de forma mais rápida que um computador clássico faria. Matematicamente é uma questão de tempo até um computador testar todas as possibilidades de senhas até encontrar a correta. Nos computadores comuns, isso poderia levar décadas até chegar no resultado. Com o uso de computadores quânticos, esse tempo de espera cairia significativamente.

computador quantico

O computador quântico da NSA

O jornal, que recebeu o documento do ex-agente de segurança da NSA, Edward Snowden, divulgou que a agência vem investindo cerca de US$ 79,7 milhões num programa de pesquisa para desenvolvimento do computador quântico e que essas pesquisas são feitas dentro de salas chamadas de “células Farday” revestida com metal para diminuir as interferências externas, um típico laboratório de experiências quânticas.

Fortaleza Digital

NSA, a Fortaleza Digital

A notícia não é tão impactante assim, já que obras de ficção científica já trataram do tema, preparando terreno para o que estava por vir. O primeiro livro de Dan Brown, Fortaleza Digital, de 1998, fala exatamente de um supercomputador com qualidades fantásticas de processamento, que seria capaz de quebrar qualquer senha em alguns minutos para qualquer tipo de criptografia conhecida. Na história, um ex-funcionário da agência chamado Ensei Tankado decide que o mundo precisava saber que a NSA possui esse computador e cria um algoritmo mutante que seria impossível de ser decifrado.

NSA, Edward Snowden, Ensei Tankado, PRISM. Só mudou alguns nomes e as datas. O típico caso da realidade imitando a ficção, mas resta saber quem imitou quem primeiro. Se Dan Brown teve informações privilegiadas sobre a NSA em 1998, significa que ela vinha com esse tipo de prática há pelo menos 16 anos, o que não impediu ataques como os do World Trade Center e do Pentágono.