Bicicletas nas ruas, um comparativo entre Hamburgo e Recife

Uma notícia vinculada hoje no site da revista INFO falou sobre a intenção da prefeitura da cidade de Hamburgo, Alemanha, em reduzir a dependência que a população da cidade tem de carros. A promessa é de que em 20 anos não seja mais necessário tirar o carro da garagem para se deslocar pela cidade. Mas o que chama a atenção é a forma como eles pretendem fazer isso, incentivando o uso de bicicleta e criando vias exclusivas para ciclistas. Para tanto, a prefeitura de Hamburgo criou um plano chamado Grünes Netz (Rede Verde, em português) que, entre outras medidas prevê a criação e ampliação de jardins e áreas comunitárias verdes, e ao mesmo tempo, criar mais ciclovias e passeios para pedestres que interligue todos esses locais.

hamburgo bicicleta

Quase que simultaneamente com a Prefeitura Hamburguesa, a Prefeitura do Recife, Pernambuco, está com um plano um pouco menos ousado, mas que pode ganhar maiores proporções no futuro, que é o projeto BikePE, que não é em si uma plano de mobilidade, mas sim de sustentabilidade. O projeto, que é resultado de uma parceria entre o Governo do Estado de Pernambuco e o banco Itaú juntamente com Serttel/Samba funciona da seguinte forma: existem estações distribuídas em vários pontos da cidade, o usuário pega a bicicleta e a entrega em outro pronto. Recentemente foi anunciado pelo prefeito da cidade, Geraldo Júlio, o aumento do tempo máximo de permanência da bicicleta com o usuário, que passou de 30 para 60 min, e a integração com o “VEM”, Vale Eletrônico Metropolitano. O usuário pode passar 60 min com uma bicicleta e voltar a pegar depois de 15 min de intervalo, com penalidade para quem não cumprir os termos. Para mais detalhes sobre o BikePe, acesse www.bikepe.com.

bikepe

Mesmo que a prefeitura de Hamburgo não consiga reduzir em 100% o plano de extinguir os carros, e a Prefeitura do Recife não tenha ampliado e aprimorado o BikePE, todos os que tiverem a oportunidade de usufruir terão uma melhora na qualidade de vida, que é coisa rara nos grandes centros urbanos.